Archive for junho, 2011
HUGIN MUNIN – Show com Torture Squad
A banda santista HUGIN MUNIN se apresenta, neste sábado (11/06), às 21h, na Coliseu do Rock, em Santos, ao lado do TORTURE SQUAD, um dos principais expoentes do Metal brasileiro.
Após importantes shows pelo país, Surt (vocalista), Thorgrim (guitarra), Hjalmar (guitarra), Sigurd (baixo) e Modi (bateria) devem aproveitar a oportunidade para apresentar algumas composições do debut álbum “Ten Thousand Spears For Ten Thousand Gods”.
O evento também contará com a participação das bandas AL QAEDA (Cubatão-SP) e GROOVE DEATH (Guaranésia-MG).
Ingressos antecipados (R$ 15,00)
na loja Top Shirts ou no local do show
Na porta R$ 20,00
Coliseu do Rock :
Rua Visconde de São Leopoldo, 212
Centro
(próximo a Rodoviária de Santos).
Entrevista Banda Holiness – Junho 2011

A HOLINESS é uma banda ainda novata, oriunda de Erechin (interior do Rio Grande do Sul) foi formada por Stéfanie Schirmbeck (vocal) e Cristiano Reis (bateria) apenas como um projeto de voz e violão e apenas em 2008 se firmaram como banda.
O seu primeiro álbum produzido por Aquiles Priester, baterista do HANGAR, (ex- ANGRA) e foi masterizado pelo alemão já renomado Tommy Newton, com isso a banda vem se destacando, participando de programas de TV e rádio, o que os levou a mudar para São Paulo onde já fizeram muitos shows e continuam com o trabalho de divulgação do álbum “Beneath the Surface”.
Em seu debut, podemos notar uma sonoridade não tão distinta, porém repleta de qualidade, começando pelas músicas bem estruturadas e com ótimos arranjos recheados de técnica além das guitarras pesadas, tudo isso guiado pela bela voz Stéfanie Schirmbeck, assim quebrando velhos paradigmas sobre bandas quem tem em sua linha de frente o vocal feminino que alias tem se tornado mais comum nos dias de hoje.
Em uma rápida entrevista, via E-mail a vocalista Stéfanie nos fala um pouco sobre a HOLINESS.
Virtua Rock : A HOLINESS é uma banda relativamente nova, formada na cidade de Erechin (interior do Rio Grande do Sul) a formação sempre foi a mesma ? No inico Vocês já tinham em mente ter uma banda para produzir uma música de qualidade afim de atingir um alto nível dentro do cenário músical brasileiro / mundial ?
Stefanie: Tem razão, a banda tem menos de três anos. A formação ficou mais enxuta quando o Luciano saiu, na verdade ele não participou do processo de composição do álbum, só entrou depois já na fase de produção do álbum e saiu antes de irmos para São Paulo. Em relação à qualidade do álbum, desde o início pensamos em fazer o melhor possível, o que estivesse a nosso alcance em termos de produção, pois hoje em dia existem muitas bandas e qualidade é algo a diferenciar.
Virtua Rock: Como foi o processo de gravação do álbum de estréia “Beneath the Surface”? Vocês lançaram de forma independente?
Stefanie: Primeiro gravamos uma Demo em Erechim, depois fizemos a pré-produção e produção em um sítio, na minha cidade natal, Getúlio Vargas. Foi um processo exaustivo, mas bem gratificante. Lançamos de forma independente, pois hoje em dia não se pode depender de gravadoras, que estão praticamente em extinção.
Virtua Rock : “Beneath The Surface” teve a produção de Aquiles Priester e foi masterizado pelo alemão Tommy Newton, no Area 51 Studios que já trabalhou com bandas como ELEGY, GAMMA RAY, FREEDOM CALL, UFO e HELLOWEEN no fantástico álbum “Keepers”, o resultado foi o que vocês esperavam ? Como foi trabalhar com Tommy e o que acharam do resultado final?
Stefanie : Tommy é um cara muito tranquilo, paciente e muito aberto a sugestões. Foi uma honra para a banda trabalhar com alguém que tenha tanta relevância para a história do Metal.
Virtua Rock : Aquiles Priester, além de produzir o disco, onde mais ele colaborou para a conclusão do álbum ?
Stefanie: Aquiles teve um papel fundamental na formação da equipe de trabalho da banda, que contou com o Adair Daufembach e o Tommy Newton. Ambos foram importantíssimos para o desenvolvimento do trabalho.
Virtua Rock : Falando em produção, o vídeo “Into The Light” é fantástico, tem uma ótima produção, roteiro e inclusive a escolha da música foi ótima. Fale sobre o processo de gravação do vídeo e qual o conceito, a mensagem que quiseram passar neste vídeo ?
Stefanie: Obrigado!! Cristiano e eu fizemos o roteiro, baseado no espiritismo, onde um guia espiritual vem de outra dimensão para recolher as almas recém desencarnadas. A equipe da produção adaptou esse roteiro de acordo com o lugar, que é realmente incrível. Gravar videoclip é sempre cansativo, mas vale muito a pena, pois é como um cartão de visitas da banda.
Virtua Rock : Vocês também gravaram 2 covers “Uninvited” (ALANIS MORISSETTE) e “Torn In My Side” (EURYTHMICS) quem teve a ídeia de gravar essas duas músicas e porque esta última só será lançada como bonus no exterior ?
Stefanie: A idéia do cover da ALANIS foi nossa, pois sempre ouvimos o trabalho dela e achamos que seria algo inusitado, quanto ao EURYTHMICS, não foi idéia da banda, era apenas um algo a mais para ser lançado no exterior.
Virtua Rock : Vocês acreditam que para ter um reconhecimento maior no brasil é preciso ir para o exterior, fazer turnês e ter seu material lançado por uma gravadora gringa ? Como é a divulgação da banda para fora do brasil ?
Stefanie: Acreditamos que o povo daqui realmente dá mais valor ao que faz sucesso antes lá fora, como aconteceu com o ANGRA, mas hoje em dia acho que a internet fala mais alto que as gravadoras. No nosso caso, as coisas aconteceram de maneira bem estranha…vendemos duas faixas digitais para um Selo do Reino Unido, e esse selo distribuiu nossas músicas a várias rádios universitárias, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. E a partir daí começaram pedidos de CDs, de shows, esperamos algo mais concreto com o tempo.
Virtua Rock : Com o lançamento de “Beneath the Surface” vocês mudaram de Erechim para São Paulo, participaram de diversos programas de TV, rádios, fizeram shows e muitas entrevistas, portanto não posso deixar de perguntar: Qual é a visão que vocês tem da atual cena Metal / Underground brasileira e em específico a cena paulista e como está sendo o trabalho de divulgação da banda ?
Stefanie: Com certeza nossa mudança para São Paulo foi positiva, pois a banda passou a ter mais visibilidade pela força da mídia daqui. O problema em São Paulo é a disseminação das bandas covers e pouco prestígio das bandas que possuem trabalho próprio, e isso não é só no metal, mas em vários outros estilos e precisa mudar!! A banda está nesse momento gravando um novo clip, que será lançado em Julho /Agosto. Tocamos muito na capital e agora estamos fazendo interior de São Paulo e outros estados, como PR e SC.
Virtua Rock : Fora as atividade da banda, de um modo geral o que vocês fazem ou já fizeram em prol do underground ?
Stefanie: Creio que é no Cenário Underground que as grandes inovações surgem, portanto estamos sempre de olho em novas bandas e festivais independentes, onde inclusive adoramos tocar!!
Virtua Rock : Como é esse lance do programa exibído pela Rede Globo, Caldeirão do Huck no quadro “Olha a minha banda” ?
Stefanie: Esse lance do Caldeirão é como uma vitrine, você disponibilza seu material para ser avaliado e talvez ter a chance de tocar no Rock in Rio. Onde houver oprtunidades que valham a pena, estamos dentro!
Virtua Rock : E shows como está a agenda ? Há interesse de produtores, casas etc.. nas apresentações da HOLINESS ? Como tem sido a aceitação do público em suas apresentações?
Stefanie: A banda está agora saindo um pouco de São Paulo e redondezas pra tocar em outros estados. No início quando viemos pra São Paulo, era estranho, pois ninguém nos conhecia. Hoje já temos uma base de fãs sendo formada, eles vão aos shows, sabem as letras e inclusive fazem pedidos de shows aos contratantes para nos levar às suas cidades, como em Curitiba. Estamos super felizes com essa recepção!
Virtua Rock : O número de mulheres que integram uma banda ou assumem os vocais tem crescido bastante dentro do metal e em suas mais variadas vertentes, e temos grandes mulheres fazendo a sua parte e se destacando mesmo sendo um meio que ainda é predominantemente masculino, posso citar 2 exemplos, Alissa White-Gluz (THE AGONIST), já no Brasil temos Tatiana Berke (RAVENLAND) entre muitas outras. Como você tem encarado esse meio e como tem sido a repercussão do fato de uma mulher estar à frente da banda?
Stefanie: Acho super legal, quanto mais mulheres, melhor!! Creio que uma mulher nos vocais já deixou de ser um diferencial, portanto elas estão cada vez melhores, com mais técnica e atitude, para provar que viemos para ficar!!
Virtua Rock : Obrigado pela entrevista, parabéns pelo trabalho, desejo uma boa sorte para a HOLINESS.
Stefanie: Nós que agradecemos a oprtunidade!! Abraço!!
Contatos:
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